Hoje me deu vontade de passar a limpo uma pequena histórinha que EU ESCREVI na minha agenda ano passado... Esse título eu fiz assim mesmo, leia a histórinha e entenderá o por que desse título estranho.
Era uma vez uma casinha de madeira velha, era cedo, umas 7 da manhã, as galinhas só nos milhinhos passeavam com seus pintinhos, a vaquinha leitera junto de seu bezerro que mamava esfomeado, o pasto era pequeno, as galinhas eram poucas e as frutas bem maduras em volta da fazendinha simpris... A moradora tinha 3 fiios e uma fia, o mais velho tinha 18 anos, depois vinha a fia de 15 anos, e por ultimo os gêmeos com 10 aninhos... O pai estava na cidade grande fazia uns 3 dias já, antes de ir deu um beijo na muié, Dona Lola, e deu um abraço em cada filhin dizendo que ia voltar com coisas boas para todos... Dona Lola tomava seu cafézin na latin, com pano úmido no ombro esquerdo e pano azur para esconder o cabelo marrom cacheado cumprido preso...
Os gêmeos pegavam os ovos que as galinhas deixaram no galinheiro, o Tonho, mais velho, colhia as boas frutas e enchia os cestos e bacias, Zica tirava leite da vaca e fazia carinho no bezerro. Todos ajudavam ali, colhendo, plantando, botando, limpando, cozinhando, arrumando. Todos ajudavam não por obrigação de sobrevivência, mas por gostarem muito da fazendin, era tudo calmo, tinham o necessário, viviam bem.
Foi quando um homi montado num cavalo preto apareceu e disse:
- Dona Lola, Seu Jorgin morreu.
As crianças choraram, mas a mulher não, ela virou para os filhos e disse:
- Agora o pai de oceis, meu homi, viro uma estrela.
E os gêmeos lacremejaram:
- Podemos encontrar ele mamãe?
E ela sorriu levemente abraçando-os:
- É craro, a noite oiaremos pro céu e aquela que brilhar mais será ele.
Zica sorriu de esperança e o homi do cavalo preto foi embora... A noite vinha e eles na varandin, junto dos sapos que goachavam ali perto sem parar, observavam o céu, Tonho gritou:
- Ali mãe! Aquela é a maior e a mais brilhante!
Zica assustou-se:
- Nossa, eu nunca qui tinha zoiado o céu assim tão bunito di brilho!
Dona Lola riu e observou cada filho:
- É que nóis nunca qui paramo pra zoia os morto nos observando, porque temo que dormi cedin pra cordar cedin.
Os filhos concordaram e foram dormir felizes...
O galo cantou alto e todos em suas boas rotinas passivas ativas foram fazer as tais.
O homi do cavalo preto apareceu de novo, só que desta vez com um carro MEGA avançado, era uma, sei lá, máquina, um disco voador para aquela família... Ele desceu do carro e disse:
- O Seu Jorgin antes de morrer comprou uma cartela da sorte e ganhou este carrão, é de vocês!
- Mas que buniteza!
Exclamou Dona Lola surpresa, os filhos gostaram e o homi deixou o carro lá e foi embora a pé, sei lá pra onde, a família olhou para o céu e enxergaram a estrela grande que seria o pai, mas era dia! Mesmo assim agradeceram olhando para a tal estrela grande nem tão brilhante por causa do Sol.
O tempo passou um pouquinho e aquele carrão era apenas um enfeite para a fazendin, afinal ninguém ali dirigia ou nunca tinha visto um carro! O homi do cavalo preto voltou e viu que aqueles ''ignorantes'' nem ligavam para o carrão e foi prozar com Dona Lola:
- Por que vocês não usam o carro?
E ela de testa franzida:
- Ah, o matin já toma conta da gente, nóis não precisamo de ir lá pro espaço coceis da cidade grande, tamu bem aqui...
- Então eu vou pegar o carro e levá-lo comigo beleza?
- Não homi! Troque pra nóis por sementes de feijão, porque fazemos aqui só soja e traga um boi, porque nosso boi tá véio e um cavalo pros meus fios montar.
O homi obedeceu, sobrou muito dinheiro, ele comprou 4 cavalos, sementes para arroz e feijão e um belo boi, mas ainda assim sobrou muito dinheiro, foi prozar com Dona Lola:
- O que faço com todo o dinheiro que restou?
- Ah use pra ocê, mas de bom gosto.
- Sério?
- É sim, compre cavalos pros seus fios!
- É... Eu tenho dois filhos, sobrará dinheiro...
- Então compra aquela estrela grande do céu, é meu homi, tô cuma saudade do véio...
Disse ela apontando para o céu clareado sem estrelas:
- Mas... Dona Lola... Aquilo não é uma estrela, aquilo é a Lua, não dá para comprar!
Ela deu de ombros:
- Ah tudo bem, deixe meu homi descansa, pode ficar com o troquin.

auhauh
ResponderExcluiradorei o fim
a gente sempre esquece da simplicidade da vida... tamo muito preoculpados em torna-la complicada... amei
hauahau ^^ a inspiração para escreve-la foi com um livro chamado A hora da Estrela escrito por Clarice Lispector, realmente corremos atrás do complexo xD
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