?Mundo?

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A menina cresce, a mulher amadurece, mas a essência permanece

domingo, 3 de outubro de 2010

A fada do amor

Esta hitória foi imaginada enquanto eu escutava uma musica na aula de teatro em 2008 entao ela se passava como se fosse o clip daquela musica (nãp cosigo lembrar que musica era) o professor de teatro pediu para imaginarmos uma cena com chuva e daí em diante a gent criava a história junto da musica... enfim, eu imaginei mas só fui passar a história para o papel em 2009. E agora passo para o blog pq me deu mta vontade de colocar aqui ^^
boa leitura.



Era uma tardezinha fresca, os pais da garota de 18 anos saíram e deixaram-na sozinha no sitio, porque ela não estava a fim de ir à cidade, afinal, estava de férias e não agüentava mais o barulho urbano... Ela estava sentada na muretinha amarelada da casinha simples e organizada cor de pêssego e teto barro, a muretinha fazia parte da varanda extensa e limpa de chão liso caramelo... 
A casinha ficava retangular juntando-se à varanda com mureta. Na mureta havia dois troncos em cada canto ligando-se a plantação de uvas com a parede da porta de madeira branca ao lado em que se encontrava a porta.



Ela, sentada do lado em que se encontrava a porta entreaberta, fechava os olhos inspirando o ar puro do orvalho de chuvisco e expirando aliviada do mundo real, os cabelos curtos até os ombros (sem franja) lisos e castanhos claro esvoaçavam com a pouca brisa que passava.



Ela sonhava com um mundo melhor, estava acordada, mas o suspiro vendo a tarde passar já dizia tudo, sua pele morena clara, os olhos abriram (cor de mel) ela desceu da muretinha e colocou os pés a calçadinha do lado de fora da varanda e se espreguiçou. Usava uma saia laranja com toques amarelos, comprida e solta como de uma cigana, a blusa era branca de manga média com detalhes de desenhos curvados como raízes de árvores e um laço que trançava a parte da frente cor amarela clara. 
Os pés eram pequenos e delicados, não como de uma mocinha vaidosa, mas sim com pureza de simplicidade da pele macia que a natureza dera a ela.



Colocou o pé direito na grama curta e verdinha que havia depois daquela curta calçada da casa... Sentiu a grama molhada porque antes estava chuviscando, mas agora o céu estava azul com algumas nuvens sem tampar o Sol, ela sentia uma energia pacifica vindo daquela brisa, decidiu andar, os passos que dava eram de leve e sentia o aroma de muitas flores que haviam por ali: rosas, margaridas, orquídeas... A casinha já estava longe, mas ela não se importou, afinal sabia o caminho de volta.



Avistou árvores altas, pinheiros e folhas vermelhas rodeavam-na quando entrou em uma florestinha, ela sabia que já estava longe do sítio, mas a beleza natural chamava atenção daquele sorriso de alívio por finalmente estar bem consigo mesma... 
Foi quando encontrou uma descida pequena que dava mais abaixo um riachinho transparente e rasinho, pelo jeito as águas bateriam nas canelas dela e nada mais que isso. Ficou admirada com a pureza da água e quando deu o primeiro passo para descer naquela beleza... O pé direito torceu, pois a grama molhada fizera escorregar e ela machucou aquele mesmo pé quando foi de encontro com as pedras do riacho, agora havia um corte profundo da canela até o calcanhar na parte inferior, quando ela viu ficou assustada, mas não doía, só sangrava, tentou levantar para voltar pulando com o pé saudável, mas o pé direito (depois de latejar) começou a doer... 
A garota fechou os olhos com força e inspirou profundamente para disfarçar a dor que ia aumentando e ardendo. Decidiu ficar sentada ali mesmo, chorou, chorou e com um grito assustou-me, eu voei para o outro lado do riacho em busca de ajuda e encontrei ali perto um homem com cabelos longos e pretos (até o cóccix) liso, os olhos um pouco puxados e pretos demonstravam a idade de um jovem não mais que 20 anos, ele segurava uma lança e procurava algo para comer, encontrou um cacho de banana, cheguei mais perto de fininho e pousei na testa dele... O índio usava apenas uma tanga até o joelho e não tinha pinturas pelo corpo, porque não queria ser reconhecido na aldeia, estava sozinho... 
E agora o corpo escultural de um homem seguia minhas asas, pois conseguiu entender que eu pedia ajuda.



Ela chorava mais baixinho agora, foi só o mato do lado oposto se mexer que ela pensou “vou morrer” ficou calada... O índio apareceu e olhou-a assustado, nunca vira uma garota com aqueles trajes e cabelo curto, pensou “de que tribo ela é?”. De inicio ia voltar para a mata, mas me viu voando até ela e pousando em sua cabeça, entendeu, ela precisava de ajuda.



Ele atravessou o riacho e ela sentia seu corpo quente cada vez que ele chegava mais perto de seus olhos... Agachou e olhou para o pé dela, sangrava, depois olhou para o rosto dela, vermelho de tanto chorar... Tocou no pé ferido e ela com um “ai!” fez com que ele a olhasse profundamente em seus olhos e tocasse em sua face, ela ficou calma com o carinho que recebera. Então ele se levantou e saiu correndo de volta para a mata, ela gritava para ele não deixá-la só, estava decepcionada com aquela atitude, pois pensou que ele iria ajudá-la...



O índio pegava folhas e cheirava rapidamente uma por uma de arbustos que procurava, então encontrou a folha que queria... PUXOU mais folhas daquelas, porque sabia que aquilo sim curava, foi quando uma cobra que estava entre aqueles arbustos picou o pé direito da canela ao calcanhar dele. Após empurrar a cobra com a lança, correu até o riacho, quando foi atravessar sentiu a dor, mesmo assim ele foi mancando e ela assustada perguntava a ele o que havia acontecido, mas ele não respondia, afinal, não sabia o que ela dizia.



Sentou-se ao lado dela e com as folhas curadoras que trazia nas mãos começou a quebrá-las e passar no pé dela... Ela chorava, porque ao mesmo tempo em que ardia ficou feliz com a volta daquele lindo rapaz. 
A ferida melhorava, o sangue parava de escorrer e seus olhos não desgrudavam dos olhos dele que também a olhava com ternura, ela estendeu a mão encostando na mão dele, as duas palmas encostadas, a grande mão dele segurou a pequena dela, quando ele viu um sorriso daqueles lábios avermelhados saírem ele sorriu também, chegou sua face mais perto da dela, encostavam-se os narizes e os olhos fechavam...
A boca carnuda do índio afundava na boca macia da garota, um beijo aconchegante, leve, puro, um beijo de amor aconteceu.



Foi quando seu pé ardeu daquela picada de cobra, o índio respirava rápido e deitava-se no chão de pedras apertando o pé machucado e ela só gritava “NÃO! NÃO! NÃO!”. 
Ele, deitado, começou a tremer e ela tentava parar aquilo abraçando ele... Parou, respirava mais devagar e os olhos estavam distantes, a garota pegou as folhas curadoras do próprio pé e colocou no pé do índio, achando que ia curá-lo...
Ele viu a atitude dela e sua respiração estava indo embora, ele sorriu, então ela colocou-o no seu colo e acariciou seus cabelos abraçando-o e chorando, pedia para que ele não fosse embora, beijou a testa dele e fechou os olhos apenas para sentir a presença dele com ela, como se os dois ficassem curados apenas com a pureza de suas energias fluindo.



Ele abriu os olhos devagar, colocou uma mão no queixo dela e deram lá seu ultimo beijo, pois depois do beijo ele se transformou em borboletas brancas que voavam em volta dela para acalmá-la... 
Ela suspirou de paixão e sorriu ao ver aquelas borboletas sumindo no céu...



...



Quando eu pousei no nariz da garota, ela acordou naquela mesma muretinha em que se encontrava na primeira vez que a vi. Ficou triste por aquela paixão ter sido apenas um sonho, mesmo assim ela fez a mesma coisa que havia feito no sonho... Chegando à beira do riacho sem estar de pé ferido, viu o mato se mexendo, ficou com medo e levantou-se para se preparar para correr de volta para o sitio, mas enxergou o índio... 

SIM!



Ele também sonhara com ela, e fugiu da aldeia justamente para procurar aquele local, para encontrar aquela garota! 
O sorriso dele junto dos brilhos de seus olhos já dizia tudo no outro lado do riacho... 
Atravessou e abraçou-a sentindo seu perfume de flor aveludada cheirosa... 
E ela sentia aqueles braços fortes e cabelos lisos naturais envolvendo com um só beijo intenso.



Como aqueles dois já se sentiam nas nuvens eu, a borboleta, voltei para a Árvore-Mãe das fadas.





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